Grupo RKO vai reabrir antigo frigorífico Margen em Cezarina
Companhia vai investir R$ 50 mi na aquisição e modernização da planta, que foi adquirida na massa falida do Grupo Margen e deve gerar 300 empregos diretos
A unidade do antigo frigorífico de suínos Margen, em Cezarina, deve voltar a funcionar até o final do primeiro semestre de 2025. O Grupo RKO adquiriu a massa falida do Grupo Margen e está investindo R$ 50 milhões na aquisição e modernização das instalações da indústria, que deve gerar 300 empregos diretos e outros 1,2 mil indiretos na região.
A empresa informa que investirá no lançamento de uma nova marca de produtos industrializados, principalmente embutidos, que concorrerá com marcas de peso no mercado, como Sadia, Perdigão e Seara.
O fechamento do frigorífico Margen, que ocorreu há cerca de 10 anos, impactou significativamente a economia de Cezarina, pois a unidade era um dos principais empregadores da cidade. Neste período, a unidade até chegou a ser arrendada da massa falida por uma outra empresa, que não conseguiu dar continuidade às operações e, há cerca de cinco anos, está totalmente paralisada.
O Grupo RKO já possui unidades industriais nos estados do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul e a reativação da antiga unidade goiana completará um círculo de atuação na região. "Ao chegarmos a Goiás, concretizo um sonho antigo de ter a RKO presente nos três estados do Centro-Oeste, que é o celeiro do Brasil, região referência nacional e internacional no setor agropecuário. É a menina dos olhos de qualquer empresário que conhece a importância de investir corretamente", justifica Rodrigo Kalinowski, presidente do Grupo RKO.
Com a aquisição da unidade de suínos da Margen, a empresa pretende lançar novos produtos industrializados. Para isso, lançará no mercado a marca Luara. "Será um frigorífico bem completo. Vamos investir pesado para modernizar a parte de industrializados para fabricação de embutidos como linguiça calabresa, salsicha e presunto de alta qualidade", informa o empresário. Segundo ele, o objetivo da empresa é estar nas gôndolas de açougues e supermercados do Brasil.
A empresa já investiu R$ 12 milhões no projeto e informa que também deve buscar incentivos fiscais para viabilizar a operação, tornando-a mais competitiva no mercado. "Procuraremos o governo estadual para pedir apoio, para não ficarmos de fora deste benefício importante, pois estamos levando mais empregos para o estado e precisamos do apoio do governamental", diz Kalinowski.
Ele conta que a RKO, que já possui um abatedouro e indústria de congelados em Rondonópolis (MT), agora também está investindo no ramo de higiene e limpeza, adquirindo uma unidade industrial em Campo Grande (MS), onde tem uma planta de industrialização de carne.
Por tudo isso, convém expandir por Goiás nesta fase de crescimento do agronegócio, com ênfase na produção de carne", destaca o empresário. Ele diz que aprecia o mercado interno, mas lembra que as exportações da empresa também estão crescendo e a meta é continuar investindo em novos mercados. "Atendemos a rede Atacadão nacionalmente e temos muito a crescer ainda para investir mais pesado na exportação", avisa.
O CEO do RKO lembra que os produtos que serão fabricados na futura unidade terão como concorrentes marcas como Sadia, Perdigão e Seara, das gigantes BRF e JBS. "São praticamente duas empresas dominando num mercado onde cabe mais concorrência. Quem ganha é o consumidor, pois estamos investindo em alta qualidade e modernização", diz.
A expectativa é abater 1,2 mil animais por dia, inicialmente, como era no antigo Margen. Mas a expectativa é expandir a produção em breve, de acordo com a demanda do mercado e oferta de matéria-prima local. "Integração é o linguajar da produção de suínos, pois exige fornecimento fixo e constante, através de parcerias locais com os produtores para criação".
Produtor local
A ideia é continuar adquirindo os animais de produtores goianos, onde há muita produção da matéria-prima. "Goiás é um dos estados que mais cresceu na produção de suínos e frango, o que é essencial para garantir uma boa produção", destaca.
Antes disso, os animais vinham de Santa Catarina, que era o grande produtor nacional. Mas, hoje, Goiás já é auto suficiente na produção.
A nova indústria ganhará a marca RKO Alimentos. "Já era para termos começado a operar, mas demorou a sair a arrematação, devido aos prazos legais que devem ser cumpridos", explica Kalinowski.
A empresa tomará posse da unidade nesta quarta-feira (29), quando já deve receber as equipes que farão os levantamentos necessários. "Queremos começar a operar a unidade até maio ou junho do próximo ano", prevê o empresário.
A ideia, segundo ele, é dar preferência a mão de obra da região, mas ele admite que a oferta de trabalhadores se tornou uma dificuldade a nível nacional. "Temos de avaliar a oferta de pessoal na região e capacitar, mas isso ainda dependerá da disponibilidade.
O CEO lembra que contratar pessoal local seria o ideal, pois reduz custos de importação de mão de obra para a empresa. Nos últimos cinco anos, o Grupo RKO elevou seu faturamento de R$ 200 milhões em 2019 para R$ 1,2 bilhão. Para o próximo ano, a meta é quase dobrar este número.

